segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A Eterna Lei de Deus


Observarei de contínuo a Tua lei, para todo o sempre. Salmo 119:44
Quão maravilhosa em sua simplicidade, sua amplidão e perfeição é a lei de Jeová! [...]
Mas não existe mistério na lei de Deus. A mente mais fraca pode aprender essas regras para reger a vida e formar o caráter de acordo com a norma divina. [...]
O infinito sacrifício feito por Cristo para engrandecer e exaltar a lei testifica que nem um jota, nem um til dessa lei perderá sua validade perante o transgressor. Cristo veio para pagar a dívida que o pecador havia contraído pela transgressão e, por Seu exemplo, ensinar o ser humano a guardar a lei de Deus. Cristo disse: “Tenho guardado os mandamentos de Meu Pai”
(Jo 15:10). Em consideração a todos os fatos que tão claramente estabelecem os reclamos da lei de Deus, com o Céu e a vida eterna em vista para inspirar esperança e induzir o esforço, é inconcebível que tantos que professam ser servos de Deus ponham à margem Sua lei e ensinem aos pecadores que não são responsáveis para com os seus preceitos. Um grande engano! Satanás foi o primeiro a inventar essa heresia. Com isso, seduziu Eva para o pecado. Os tristes resultados dessa transgressão estão perante nós.
Cristo veio para nos ensinar o caminho da salvação. Se a lei dos Dez Mandamentos tivesse sido anulada, na ocasião em que as cerimônias simbólicas da antiga aliança deixaram de possuir qualquer valor – quando o tipo encontrou o antítipo na morte de Cristo –, poderíamos esperar que Ele declarasse a abolição dela. Se as Escrituras do Antigo Testamento não devessem ser mais consideradas como um guia para os cristãos, Ele tornaria conhecido esse fato. [...]
Santos profetas predisseram as circunstâncias do nascimento de Cristo, os eventos de Sua vida, missão, morte e ressurreição. Achamos no Antigo Testamento o evangelho de um Salvador vindouro. Encontramos no Novo o evangelho de um Salvador revelado segundo haviam predito as profecias. [...]
Não há desarmonia entre os ensinamentos de Cristo no Antigo e no Novo Testamento. [...]
Na última mensagem à Sua igreja, revelada em Patmos, o Salvador ressurreto pronunciou uma bênção a todo aquele que guarda a lei de Seu Pai: “Bem-aventurados aqueles que guardam Seus mandamentos, para que tenham o direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas” (Ap 22:14, ACF) (Review and Herald, 14 de setembro de 1886).

sábado, 9 de fevereiro de 2013

A Corrida Cristã


Desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta. Hebreus 12:1


Nesse texto, um dos jogos públicos tão famosos nos tempos de Paulo é usado para ilustrar a corrida cristã. Os competidores de uma corrida se submetiam a um difícil processo de treinamento, praticando o mais rígido domínio próprio para que suas forças físicas pudessem estar dentro das condições mais favoráveis, e então serem essas forças exercitadas ao máximo para conquistar a honra de uma coroa perecível. Alguns jamais se refaziam do terrível esforço físico. Não era incomum pessoas caírem no percurso, sangrando pela boca e nariz. Outros expiravam agarrando firmemente o insignificante objeto que lhes custou tão caro.

Paulo compara os seguidores de Cristo aos competidores em uma corrida – “aqueles, para alcançar uma coroa corruptível”, disse o apóstolo; “nós, porém, a incorruptível” (1Co 9:25). Aqui, Paulo estabelece um contraste para pôr à mostra os débeis esforços de professos cristãos, que exigem prazeres egoístas e recusam se colocar, mediante a renúncia e hábitos de estrita temperança, em uma posição que lhes proporcione a vitória. Todos os que participavam das competições públicas ficavam animados e agitados pela esperança de alcançar o prêmio. Da mesma forma é apresentado aos cristãos um prêmio – a recompensa da fidelidade até ao fim da carreira. Se o prêmio for alcançado, seu bem-estar futuro está assegurado; um excelente e eterno peso de glória está reservado aos vencedores. [...]

Nas corridas, a coroa da vitória era colocada à vista dos competidores para que, se algum deles fosse tentado por um momento a diminuir seus esforços, os olhos se fixassem no prêmio e eles fossem estimulados com novo vigor. Dessa mesma forma é apresentado o alvo celestial à vista do cristão, para que exerça sua justa influência e o inspire com zelo e ardor. [...]

Na corrida, todos tomavam parte, mas um só recebia o prêmio. [...] Não se dá o mesmo com a carreira cristã. Ninguém que seja fervoroso e perseverante deixará de alcançar sucesso. Não é dos rápidos a carreira, nem dos valentes a guerra. O mais fraco dos santos assim como o mais forte podem alcançar a coroa de glória imortal, se forem inteiramente fervorosos e se submeterem a privações e perda por amor a Cristo (Review and Herald, 18 de outubro de 1881).

sábado, 17 de novembro de 2012

O necessário

CONVERSAS FRÍVOLAS

Foge da presença do homem insensato, porque nele não divisarás lábios de conhecimento. Prov. 14:7.

Muitos conselhos de Salomão podem parecer preconceituosos. Dão a impressão de que os sábios devem olhar para os insensatos como se tivessem alguma doença contagiosa e passar longe deles. O verso de hoje poderia ser visto desse modo. “Foge da presença do insensato”, afirma Salomão.

O homem ou a mulher que segue os conselhos divinos não pode tornar-se uma ilha, um ermitão ou formar um grupo exclusivista. Jesus disse: “Vós sois o sal da terra.” Mat. 5:13. O sal tem que se misturar com os alimentos que o rodeiam para dar sabor. Não pode cumprir a sua missão guardado na prateleira. Portanto, encontramos aqui uma aparente contradição bíblica. Jesus afirma uma coisa, enquanto Salomão afirma outra. É assim? Não. Jesus está falando da missão. Salomão, do preparo para o cumprimento da missão.

Em outra ocasião, Jesus pediu ao Seu Pai, referindo-se a nós: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal.” João 17:15. Essa declaração de Jesus explica a aparente contradição. Precisamos viver entre as pessoas, precisamos amá-las e ser companheiros delas em todos os momentos e circunstâncias do cotidiano, mas isso não envolve participar das atividades onde são ditas ou são feitas coisas que não edificam.

O conselho do sábio hoje, numa linguagem simples, é: “Fique longe de pessoas que começam a falar tolices porque, em reuniões dessa natureza, você não tem nada a aprender.”

O tempo é um dom valioso. Um dia, teremos que prestar conta da maneira como o usamos. Se você contabilizasse as horas que são desperdiçadas em conversas que não edificam, e que podem até destruir seus valores, você veria que lata vazia faz muito barulho, mas infelizmente não contribui para nada. Fuja de conversas desse tipo. Uma pessoa sábia usa o tempo para construir, não para destruir.

Faça de hoje um dia de atenção aos outros. As pessoas não estão interessadas em saber quem você é ou quanto você sabe, a não ser que você se importe com elas. Você só conseguirá isso, se tiver o amor de Cristo no coração. Tenha um dia feliz. E não se esqueça: “Foge da presença do homem insensato, porque nele não divisarás lábios de conhecimento.”

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Como o Senhor Pode me Guiar

Os passos de um homem bom são dirigidos por Deus. Ele Se deleita em cada detalhe de sua vida. Salmo 37:23, Nova Bíblia Viva

Você foi dormir na noite anterior sabendo que no dia seguinte teria que resolver um problema que o está afligindo, na esperança de que, ao acordar, num lampejo, num clarão ou num flash, um anúncio luminoso aparecesse dizendo o que você devia fazer. Mas, de manhã cedo, nenhuma nova luz, nenhum insight ou sinal especial. Nessas circunstâncias, gostaríamos que ao sair de casa houvesse dentro de nós uma bússola, um GPS especial, ou uma voz interna dizendo exatamente que caminho tomar e as respostas às nossas inquietações.

Saímos com a esperança de que alguma coisa nos fará ver o que fazer. Vamos esperar em nossa intuição para ter uma resposta de Deus?
Deus não nos deixa sozinhos nessa situação. Ele vê tudo e está ansioso para nos ajudar, e o faz de diversas maneiras.

1. Na Bíblia, Deus nos deixou inúmeras promessas. "Eu lhe ensinarei o caminho por onde você deve ir" (Sl 32:8, NTLH); "Eu sou o Senhor, o seu Deus, que lhe ensina o que é melhor para você" (Is 48:17).

2. Amigos. Outra "agência" que Deus põe à nossa disposição são os amigos. Já se foi o tempo do ranger, do cowboy solitário que enfrentava a tudo e a todos, e resolvia todos os problemas sozinho. Precisamos de um grupo de apoio, amigos que possam nos aconselhar a tomar o melhor caminho. Aí você vai descobrir como uma luz se acende, e ficará imbuído de nova força e confiança. O próprio Jesus, naquele momento decisivo e pesado, no Jardim do Getsêmani, procurou apoio dos amigos, pedindo que orassem por Ele.

3. Os anjos. "Ao se levantarem pela manhã, acaso experimentam o senso de sua incapacidade, sua necessidade de forças vindas de Deus? [...] Se assim for, os anjos anotam-lhes as orações, e se as mesmas não partiram de lábios fingidos, quando estiverem em risco de errar inconscientemente, de exercer uma influência que leve outro a errar, seu anjo da guarda estará ao seu lado, impulsionando-os a seguir melhor direção, escolhendo as palavras para proferirem e influenciando-lhes as ações" (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 363, 364).
Deus, em Sua bondade como Pai, condescende conosco para nos guiar, e está interessado em cada momento da nossa vida.  "‘Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor, ‘planos de fazê-los prosperar, [...] de dar-lhes esperança e um futuro" (Jr 29:11).

Fiquem com Deus.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

De Escravo a Primeiro-Ministro


Porque o Senhor estava com José e lhe concedia bom êxito em tudo o que realizava. Gênesis 39:23
Ali estava o filho mimado sem a túnica colorida, fazendo sua viagem, sob o sol escaldante rumo a uma terra que nunca tinha visto. José chegou ao Egito e, diante da perspectiva dos egípcios, no último degrau de importância da escala humana – como escravo.
Pense na trajetória dele desde o momento em que foi vendido para os ismaelitas. Depois foi vendido para Potifar e exposto à tentação sexual. Foi acusado de assédio pela esposa do chefe e teve a reputação destruída pela repercussão do caso. Foi punido pelo fato de ter feito o que era certo, encarcerado muito tempo e esquecido pelo colega prisioneiro a quem ajudou e que foi libertado. Porém, em todo o relato não vamos encontrar uma só queixa de José sobre os irmãos, as circunstâncias ou culpando a Deus de que o tivesse abandonado. “Por esta disciplina Deus o estava preparando para uma situação de grande responsabilidade, honra e utilidade, e ele estava pronto a aprender, acolhendo de boa vontade as lições que o Senhor lhe queria ensinar” (Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus [MD 2005], p. 320). Sua atitude foi sempre positiva. Para ele, o importante não era tanto o que estava acontecendo, mas sim como ele estava reagindo a tudo que estava acontecendo.
Pode parecer ironia, mas justamente Gênesis 39, onde se repete quatro vezes que “Deus estava com José”, é o capítulo que fala da acusação da esposa do chefe contra ele e de sua prisão. Felizmente, dois capítulos mais adiante, vemos como ele se tornou o governador mais importante, na época, porque era primeiro-ministro da nação que governava o mundo. “A assinalada prosperidade que acompanhava todas as coisas postas aos cuidados de José, não era resultado de um milagre direto; mas sim a sua operosidade, zelo e energia eram coroados pela bênção divina” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 214).
As palavras do hino de Josh Groban, com versão em português intitulada “O Seu Amor”, de Rafaela Pinho, encontrariam eco no coração de José, enquanto ele atravessava esse período difícil:
“O Seu amor levou-me até as montanhas, / me fez voar, planando pelo mar. / Foi ali, no alto dos Seus ombros, / que eu aprendi: ‘Sou forte pra lutar.’”
Obrigado, Senhor, por transformares aparentes tragédias em triunfos.

domingo, 1 de julho de 2012

Porque pela graça sois salvos‏


Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Efésios 2:8

Deus deseja que alcancemos a norma de perfeição que o dom de Cristo nos tornou possível. Ele nos convida a fazer nossa escolha do direito, para nos ligarmos com os instrumentos celestes, adotarmos princípios que hão de restaurar em nós a imagem divina. Na palavra escrita e no grande livro da natureza, Ele revelou os princípios da vida. É nossa obra obter conhecimento desses princípios e, pela obediência, cooperar com Ele na restauração da saúde do corpo, bem como da alma.
Os homens precisam saber que só podem fruir as bênçãos da obediência, em sua plenitude, à medida que receberem a graça de Cristo. É Sua graça que dá ao homem poder para obedecer às leis de Deus. É isso que o habilita a quebrar as cadeias do mau hábito. Esse é o único poder que pode colocá-lo e conservá-lo firme no caminho do direito.
Quando o evangelho é recebido em sua pureza e poder é uma cura para as doenças originadas pelo pecado. O Sol da Justiça Se ergue “trazendo salvação nas Suas asas” (Ml 4:2). Todos os recursos do mundo não podem curar um coração quebrantado, nem comunicar paz de espírito, nem remover o cuidado, nem banir a enfermidade. A fama, o intelecto, o talento – são todos impotentes para alegrar um coração dolorido ou restaurar uma vida arruinada. A vida de Deus na alma, eis a única esperança do homem.
O amor difundido por Cristo por todo o ser é um poder vitalizante. Esse amor toca todo órgão vital – cérebro, coração, nervos – transmitindo cura. [...] Implanta na alma uma alegria que coisa alguma terrestre pode destruir – a alegria no Espírito Santo – alegria que comunica saúde e vida. [...]
Embora o pecado tenha intensificado seu domínio sobre a raça humana, durante séculos, ainda que por meio de mentiras e artifícios Satanás tenha lançado a sombra de sua interpretação sobre a Palavra de Deus, e feito os homens duvidarem de Sua bondade, a misericórdia e amor do Pai não têm cessado de fluir em abundantes torrentes para a Terra. Se os seres humanos abrissem as janelas da alma em direção ao Céu, apreciando as divinas dádivas, por elas penetraria uma onda de restauradora virtude (CBV, p. 114-116).

DUAS MULHERES‏


As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é agradável. Prov. 9:17.
A mente do homem que não anda nos caminhos de Deus trabalha de um modo estranho. Busca prazer e encontra dor, corre atrás da alegria e só acha tristeza. Ele pensa que as coisas são agradáveis unicamente quando trazem o sabor do proibido. As águas, para serem doces, precisam ser roubadas; e o pão, para ser agradável, deve ser comido às ocultas.
O proibido, no entanto, é como o cavalo de Tróia: deslumbrante, massageia o ego, inflama as paixões humanas. Só que, ocultas dentro dele, estão a vergonha, a miséria e a morte.
No capítulo nove do livro de Provérbios, encontramos duas mulheres à beira do caminho disputando a atenção dos homens. É uma alegoria da sabedoria e da insensatez. A primeira convida as pessoas para a vida. O segredo da vida consiste em andar nos caminhos estabelecidos por Deus.
A segunda é a mulher louca ou insensata. Ela também convida as pessoas, oferecendo águas roubadas e pão comido às ocultas. Água é sinônimo de vida. O deserto é terra de morte porque não tem água. A semente brota por causa da água. Os campos florescem porque recebem água. A mulher louca oferece água. Água roubada. Vida roubada não é vida. Prazer roubado não é prazer. Felicidade “desfrutada às ocultas”, não é felicidade.
A criatura descobre isso com dor. Quando já é tarde. Quando a família foi destruída, a dignidade enxovalhada e os valores deteriorados.
O pão é alimentação básica e indispensável; não envolve nada de extravagância nem luxo. Quando é comido às ocultas, pode ser agradável na hora, mas depois deixa o sabor amargo da insatisfação. Você come e come e não se farta. Busca e busca e nunca acha. O coração está sempre vazio.
A mente natural do homem é estranha. Oculta-se. Ele não deseja ser visto. Mas a sua atitude insensata, mais cedo ou mais tarde, o expõe à vergonha pública.
Nada melhor do que viver às claras. Com transparência e verdade. Viva hoje desse modo. Ouça a voz da sabedoria e não preste atenção à voz da sedução, mesmo que esta grite nos caminhos: “As águas roubadas são doces e o pão comido às ocultas é agradável.”