Porque o Senhor
estava com José e lhe concedia bom êxito em tudo o que realizava.
Gênesis 39:23
Ali estava o filho
mimado sem a túnica colorida, fazendo sua viagem, sob o sol escaldante rumo a
uma terra que nunca tinha visto. José chegou ao Egito e, diante da perspectiva
dos egípcios, no último degrau de importância da escala humana – como escravo.
Pense na trajetória
dele desde o momento em que foi vendido para os ismaelitas. Depois foi vendido
para Potifar e exposto à tentação sexual. Foi acusado de assédio pela esposa do
chefe e teve a reputação destruída pela repercussão do caso. Foi punido pelo
fato de ter feito o que era certo, encarcerado muito tempo e esquecido pelo
colega prisioneiro a quem ajudou e que foi libertado. Porém, em todo o relato
não vamos encontrar uma só queixa de José sobre os irmãos, as circunstâncias ou
culpando a Deus de que o tivesse abandonado. “Por esta disciplina Deus o estava
preparando para uma situação de grande responsabilidade, honra e utilidade, e
ele estava pronto a aprender, acolhendo de boa vontade as lições que o Senhor
lhe queria ensinar” (Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus [MD 2005], p.
320). Sua atitude foi sempre positiva. Para ele, o importante não era tanto o
que estava acontecendo, mas sim como ele estava reagindo a tudo que estava
acontecendo.
Pode parecer
ironia, mas justamente Gênesis 39, onde se repete quatro vezes que “Deus estava
com José”, é o capítulo que fala da acusação da esposa do chefe contra ele e de
sua prisão. Felizmente, dois capítulos mais adiante, vemos como ele se tornou o
governador mais importante, na época, porque era primeiro-ministro da nação que
governava o mundo. “A assinalada prosperidade que acompanhava todas as coisas
postas aos cuidados de José, não era resultado de um milagre direto; mas sim a
sua operosidade, zelo e energia eram coroados pela bênção divina” (Ellen G.
White, Patriarcas e Profetas, p. 214).
As palavras do hino
de Josh Groban, com versão em português intitulada “O Seu Amor”, de Rafaela
Pinho, encontrariam eco no coração de José, enquanto ele atravessava esse
período difícil:
“O Seu amor
levou-me até as montanhas, / me fez voar, planando pelo mar. / Foi ali, no alto
dos Seus ombros, / que eu aprendi: ‘Sou forte pra lutar.’”
Obrigado, Senhor, por
transformares aparentes tragédias em triunfos.
