domingo, 24 de junho de 2012

Átrios do Senhor‏


A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo! Sal. 84:2.
Existe no coração humano uma necessidade instintiva de Deus. Não tem explicação. Poderia ser simplesmente saudade do Criador. Porém, é mais do que isso. É um vazio que dói. É carência, falta. É como a necessidade que o pulmão tem do oxigênio. Davi expressa: “A minha alma suspira e desfalece.” É saudade, nostalgia, procura incessante. Sede de alma. Fome do coração.
Não depende daquilo que você acredita ou não. Pode não ser lógico, mas é real. É fato. Esta aí presente, no dia-a-dia do transitar humano.
O milionário sem Deus se pergunta: O que me falta? Nada. Sobra. Sobra orgulho, prepotência e soberba. O coração está cheio de si. Não existe lugar para Deus, e o vazio dói, perturba e angustia.
O artista famoso indaga: Por que não sou feliz? Porque felicidade não é simplesmente algo, é uma pessoa. “Eu sou o caminho”, disse Jesus. Ah, ser humano vazio e incoerente! Tentando ser feliz, procura o que o machuca, busca o que o destrói, rejeita o caminho da simplicidade. Complica a vida com filosofias que alimentam o ego, e matam de sede seu espírito carente.
No salmo de hoje, o poeta compara o homem que reconhece sua necessidade de Deus e O busca, com o pardal que encontrou sua casa e a andorinha que achou seu ninho e acolhe com carinho os seus filhotes. (Sal. 84:3.) Pode haver uma figura mais expressiva para ilustrar a felicidade? Você e seus amados, protegidos no ninho de Deus. Cuidados por Ele, seguros nEle, sustentados por Ele.
Hoje é um dia de decisão. Todo dia é. Para mudar o rumo de sua existência. Para reconhecer que você é criatura. Para olhar com otimismo o horizonte de novos desafios, a despeito dos dramas que você está vivendo. Hoje é o seu dia. Dia de renascimento, de ressurgimento, dia para sacudir a poeira dos pés e enfrentar a longa caminhada que o levará ao pico da montanha que se apresenta desafiante diante de você.
Mas, para que tudo isso aconteça, você precisa dizer como o salmista: “A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!”

Reparando o erro


Deem fruto que mostre o arrependimento. Mateus 3:8

O verdadeiro arrependimento produzirá mudança de atitudes, palavras e comportamento. Porém, inclui mais do que isso. Não significa simplesmente pedir desculpas e prometer nunca mais cometer o mesmo erro. Não significa punir a si mesmo, deixar de comer ou deixar de comprar algumas coisas. O verdadeiro arrependimento tem facetas que servem para medir até onde ele é verdadeiro.

Ao se encontrar com Jesus, você perceberá que deixou alguns rastros não luminosos pelo caminho. Precisará de humildade e honestidade para acertar algumas coisas, para restaurar um relacionamento rompido por causa de uma provocação, do que falou numa explosão de raiva ou de uma mentira.

Quando duas pessoas se encontram arrependidas com o objetivo de restaurar o relacionamento, estão ambas no território da graça. Ficam de fora as racionalizações que tentam explicar o porquê do erro cometido: “Fiz isso porque”, “Mas”, “Minha intenção era outra”... Quando você tenta explicar, passa a ideia de que quer encolher o máximo possível seu erro. É melhor encarar esse momento com humildade e reconhecer como o filho pródigo que errou: “Pequei contra o Céu e contra ti” (Lc 15:18).

Diga simplesmente: “Sei que você ficou ferido com o que falei. O erro foi meu. Perdoe-me.” Deus vai preparar suas palavras e o coração da pessoa com quem você vai falar para que a restauração seja efetivada. Se não der para falar pessoalmente, telefone ou use o correio eletrônico para não deixar a reconciliação para depois.

A outra faceta é a que chamamos de restituição. É a reposição pelo prejuízo material causado à outra pessoa; dívidas reconhecidas, mas não pagas, etc. O exemplo bíblico mais patente é o de Zaqueu. Imediatamente após seu encontro com Jesus, ele disse: “Vou devolver a quem cobrei mais do que devia, de quem tirei proveito me valendo da ignorância das pessoas.”

É o que diz o pensamento: “O reconhecimento da dívida sem esforço para pagá-la não é arrependimento.” Desse ponto de vista, o arrependimento não é fácil.

Você pode orar hoje a Deus, dizendo: “Senhor, no centro do meu pecado está o desejo de seguir meu próprio caminho. Escolho hoje sair do meu caminho para o Teu caminho. De meus planos para Teus propósitos, de minha independência para a Tua soberania. Ao voltar para Ti, espero na Tua graça e na Tua misericórdia.”

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A armadilha do legalismo‏


Há uma expressão em inglês que diz: “Não existe almoço grátis”. A ideia é de que, se você recebe algo gratuitamente, isso realmente não é gratuito porque em algum lugar, de alguma forma, em algum momento, você terá que pagar ou compensar. A teoria de que nada é realmente gratuito tem se infiltrado sutilmente no pensamento cristão, uma vez que muitos tentam ser merecedores da salvação por meio da obediência à vontade de Deus.
No vocabulário cristão a palavra legalismo descreve a atitude dos que acreditam que sua obediência a Deus, de alguma forma fará com que Ele os justifique. É claro que, embora a graça de Deus não negue Sua expectativa de obediência, a salvação é fundamentada unicamente nessa graça e em nada mais que façamos.
Que grande equívoco a respeito da salvação é tão predominante na mente das pessoas? Somos influenciados por esse tipo de pensamento? Por que é tão fácil ser envolvido por esse pensamento?
Uma religião legalista faz com que o indivíduo se concentre no desempenho pessoal (e muitas vezes no desempenho dos outros) e não na comissão evangélica. Atitudes legalistas podem levar ao orgulho e à arrogância aqueles que são tão cegos que realmente se consideram santos o suficiente para ser salvos. Outra consequência muito ruim é que as atitudes legalistas podem levar ao desânimo e desespero os que percebem que estão muito longe do padrão divino. De toda maneira, essa é uma armadilha que precisa ser evitada, especialmente por uma igreja que tem a vontade de Deus como base, na qual a obediência à lei é tão importante para a compreensão do significado do evangelho.
Qual é a obra fundamental na vida do cristão? A verdade sobre essa obra reforça a verdade sobre a salvação pela fé? Você manifesta essa crença, especialmente quando ninguém está observando? Jo 6:28, 29

Relações divinas‏


No princípio, Deus Se manifestava em todas as obras da criação. Foi
Cristo que estendeu os céus e lançou os fundamentos da Terra. Foi Sua
mão que suspendeu os mundos no espaço e deu forma às flores do campo.

“Ora, o pecado manchou a perfeita obra de Deus, todavia nela
permanecem os traços de Sua mão. Mesmo agora, todas as coisas criadas
declaram a glória de Sua excelência. Não há nada, a não ser o coração
egoísta do homem, que viva para si. Nenhum pássaro que fende os ares,
nenhum animal que se move sobre a terra, deixa de servir a alguma
outra vida. Folha alguma da floresta, nem humilde haste de erva é sem
utilidade. Toda árvore, arbusto e folha exalam aquele elemento de vida
sem o qual nenhum homem ou animal poderia existir; e animal e homem
servem, por sua vez, à vida da folha, do arbusto e da árvore. As
flores exalam sua fragrância e desdobram sua beleza em bênção ao
mundo. O Sol derrama sua luz para alegrar a mil mundos. O próprio
oceano, a origem de todas as nossas fontes, recebe as correntes de
toda a Terra, mas recebe para dar. Os vapores que sobem de sua
superfície caem em chuveiros para regar a terra a fim de que ela
produza e floresça” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p.
20, 21).

"Não se permita pensar no pensar no princípio apenas quando vier o fim."

DEUS INCOMPARÁVEL‏


Não há entre os deuses semelhante a Ti, Senhor; 
e nada existe que se compare às Tuas obras. Sal. 86:8.

A sua atitude diante das dificuldades da vida depende da dimensão de seu Deus. Se seu Deus for pequeno, fabricado, imaginado, qualquer problema será uma barreira impossível de ser vencida. O ser humano é contraditório. Gosta de pequenos deuses, apenas para acalmar a consciência. Deuses “chaveiros”, “amuletos, “energia”, “luz”, “aura”. “Deus está em tudo”, afirma a criatura. Repete isso todos os dias e acaba acreditando.
É cômodo acreditar num deus que não mostra o caminho. Limita-se a acompanhar e estar a “serviço” da criatura. A tragédia é que diante das circunstâncias difíceis da vida, você descobre que todos esses deuses “criados” são apenas paliativos. Não fazem nada. Nada resolvem. Não há poder neles.
Foi essa realidade que levou Davi a fazer a oração registrada no Salmo 86. Neste salmo, o poeta expressa súplica e confiança. Vive um momento terrível. “Estou aflito e necessitado.” Verso 1. Da perspectiva humana, parece não haver solução. Não tem mais forças para continuar lutando. Limita-se a chorar. As lágrimas parecem lavar o coração da angústia que o sufoca.
Davi não criou pequenos deuses. Nas noites claras e estreladas, enquanto cuidava do seu rebanho no campo, ele contemplava a grandeza do Deus Criador. O seu Deus estava acima de qualquer outro deus. Era incomparável e eterno. Por isso, nesta oração, ele suplica e ao mesmo tempo confia.
Qual é o drama que você vive neste momento? Qual é a tragédia que parece destruir a vida de alguém que você ama? Sente-se indefeso, incapaz de fazer algo para ajudar e se limita a sofrer?
Antes de iniciar a caminhada deste dia, separe uns minutos para meditar nas grandes obras que Deus já fez na sua própria história. Acaso Deus não o livrou outras vezes? Se o fez antes, por que não o fará agora? Então, com o coração cheio de confiança, repita: “Não há entre os deuses semelhante a Ti, Senhor; e nada existe que se compare às Tuas obras.”

ACEITE-SE!


Melhor é o que se estima em pouco e faz o seu trabalho do que o vanglorioso que tem falta de pão. Prov. 12:9.

Mostre-se como é. Seja você mesmo. Não aparência. É trágico andar pela vida mostrando ter ou saber muito, quando, deitado na cama, olhando para o teto, você sente a dor profunda de saber que é pobre e ignorante.

Viver uma vida de mentira não é viver. Seus pés pisam nas nuvens. Longe da realidade, você sofre a irrealidade de uma história que inventou. Alimenta-se em público, dos aplausos e da admiração que as pessoas oferecem ao personagem que você criou, mas que não existe. Quando se encontra só na recâmara de sua própria alma, de onde não pode fugir, olha-se no espelho da realidade e vê o quadro grotesco de uma história em quadrinhos, sem vida e, paradoxalmente, com muita dor, vazio e desespero.

Quando Jesus andava com Seus discípulos, viu de longe uma figueira verde e cheia de folhas. Aproximou-Se dela e não achou frutos. A história relata que Jesus amaldiçoou a figueira. No dia seguinte, ao passar pelo mesmo lugar, os discípulos viram que a árvore estava seca.

Muita gente se pergunta até hoje por que Jesus amaldiçoou a figueira. Porque não tinha frutos? Não. Ser estéril não seria um delito. Ser estéril e aparentar que tinha frutos é o que provocou o desagrado de Jesus. A hipocrisia é repulsiva e nociva. Repulsiva porque as pessoas se afastam. Nociva, porque destrói a própria vida.

Por que dizer que falo inglês, se não falo? Por que afirmar que toco piano, se não tenho essa habilidade? Por que dizer que tenho um carro, se não o tenho? Ou que possuo um doutorado, se não é verdade?

A “maldição” de quem pretende ser o que não é vem em forma de sequidão. Uma vida seca é cruel, angustiante e sem significado. Como o deserto. Terra sedenta, agonizante. Terra condenada.

Aceite seus defeitos e realidades. Reconheça suas carências. Aceite-se como você é. Esse é o primeiro passo no processo de recuperação e cura porque: “Melhor é o que se estima em pouco e faz o seu trabalho do que o vanglorioso que tem falta de pão.”

ACEITE A DISCIPLINA‏


Filho Meu, não rejeites a disciplina do Senhor, 
nem te enfades da Sua repreensão. Prov. 3:11.

Todos os dias, em cada esquina, a vida nos apresenta surpresas. Algumas agradáveis, outras tristes. Damos as boas-vindas às primeiras. Rejeitamos as segundas. Afinal de contas, o ser humano não foi criado para sofrer. Foge de tudo que lhe provoca dor.
A dor é um elemento estranho no Universo perfeito de Deus. Morte, tristeza e lágrimas não existiam quando o mundo saiu das mãos do Criador. Espinhos e sofrimento apareceram no cenário edênico como conseqüência do pecado.
Hoje, a dor e o sofrimento são realidades da vida. Chegam em forma de adversidades, conflitos, problemas e uma variedade de experiências traumáticas. O que fazer com elas? O que Deus faz para livrar do pecado Seus filhos?
Erradicá-lo num instante, não poderia. O pecado, como qualquer enfermidade, tem um processo de duração, às vezes longo e insuportável. Mas precisa de tempo para amadurecer e chegar ao fim.
O que Deus faz é redirecionar o sofrimento. Quando a dor chega, vem com o propósito de destruir. Esse é o alvo do inimigo. O que mais lhe apraz é fazer a criatura sofrer e levá-la a pensar que Deus é o causador.
Mas Deus toma o sofrimento e lhe dá um novo rumo. Usa-o como instrumento de educação, formação, restauração e correção. O sofrimento muda de propósito e de nome. Não se chama mais dor, senão disciplina. A dor destrói e mata. A disciplina traz vida. A dor adormece, a disciplina acorda.
Portanto, não rejeite a disciplina. Aceite-a, administre-a. Deixe-se educar, polir e brilhar. Você e eu somos pedras brutas. Existe dentro de nós um diamante escondido que só as adversidades da vida serão capazes de fazer aparecer.
Amanhã será outro dia. As nuvens de hoje terão passado. O sol brilhará de novo, e com ele brilhará você. Acredite nisso: “Filho Meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enfades da Sua repreensão.”

TAPINHAS NAS COSTAS


Não me arrastes com os ímpios, com os que praticam a iniqüidade; os quais falam de paz ao seu próximo, porém no coração têm perversidade. Sal. 28:3.
Davi teve muitas mulheres. Uma delas foi Mical, filha de Saul. O casamento de Davi com ela foi cheio de intrigas. Por um lado, Saul dava tapinhas nas costas de Davi e dizia: “Seja meu genro! Eu quero que você faça parte da minha família!” Mas quando Davi virava as costas, Saul tentava destruí-lo a todo custo. A parte da Bíblia que narra essa historia (I Sam.18) termina dizendo que Saul foi inimigo de Davi durante toda a vida.
O texto de hoje é um salmo de lamentação e súplica. Davi pede para não ser contado com os ímpios e menciona uma característica especial desses ímpios: os que falam de paz com seu próximo, mas têm o mal no coração. Quando as pessoas se cumprimentavam em Israel, elas usavam a palavra shalom, que quer dizer paz. Era como dizer hoje: “Oi, tudo bem?” A gente fala isso por costume. O coração pode estar cheio de mágoa ou ódio, mas quando as pessoas se encontram dizem: “Tudo bem.” O salmista fala disso ao referir-se a pessoas que falam de paz com seu próximo, mas têm o mal no coração.
Todos os dias teremos que viver com pessoas desse tipo. O que fazer com elas?
Primeiro, faça como Davi: busque a Deus e coloque a vida dessa pessoa nas mãos dEle. Ele é o único que pode resolver essa situação. Antes de sair de casa ou antes de iniciar suas atividades hoje, coloque esse próximo nas mãos do Senhor. Ore por ele. A oração intercessória tem um poder inacreditável.
Em segundo lugar, lembre-se de olhar para suas próprias motivações. Por uma simples razão. Cuidado para não ser esse alguém. Essa é a luta diária, a batalha sem fim do cristão.
Talvez, por algum motivo, você sinta o desejo de agir desse modo. A raiva ou o espírito de vingança podem querer apoderar-se de qualquer coração. Isso envenena a alma e enferruja a capacidade de amar. Não dê lugar a esse tipo de sentimento porque, um dia, a justiça divina cairá sobre os que “falam de paz ao seu próximo, porém no coração têm perversidade”.

UMA VIDA SEM LUZ‏


O caminho dos perversos é como a escuridão; nem 
sabem eles em que tropeçam. Prov. 4:19.



Perverso é aquele que busca seu próprio caminho e insiste em andar nele. Sua vida é tenebrosa e escura. Não há luz. As coisas com ele nunca são claras, vive sempre mergulhado na ambigüidade e na penumbra. Pode até brilhar, mas é um brilho artificial. O combustível que o alimenta é a vaidade, o orgulho e o egoísmo.
O problema do perverso não é somente o que faz, mas essencialmente o que é. Existem sombras no seu interior. Não é capaz de compreender a si mesmo. Vive confuso, nervoso e acaba machucando e tornando infelizes as pessoas que o rodeiam.
O verso de hoje diz que os perversos “nem sabem em que tropeçam”. Não conseguem identificar a causa de seus problemas e, em conseqüência, não encontram solução.
O perverso segue um caminho. Acha que o caminho que escolheu é o melhor. Confia nos seus sentimentos, nos seus conceitos e preconceitos. Endeusa a razão. Na sua vida não há lugar para a fé. Olha aos que exercem a fé como pessoas ingênuas, crédulas demais para viver num mundo de ciência e tecnologia. Mas não é feliz. A escuridão não é símbolo de paz nem de felicidade. As sombras são assustadoras, e uma vida rodeada delas é necessariamente uma vida de medo. Para quem não conhece a Jesus, só existem duas maneiras de enfrentar o medo: Fugir ou agredir. Por trás de uma pessoa agressiva, freqüentemente se esconde uma pessoa medrosa.
Este é um dia de decisão. Todos os dias o são. Viver na luz ou nas sombras. Eis a questão. Viver na luz é ser. Escolher as sombras leva ao não ser. Se você não é, não vive. Sobrevive. Apenas isso, mas a vida que Jesus oferece é muito mais do que isso.
Abra o seu coração a Jesus. Deixe entrar a luz. Ilumine o mundo ao seu redor. Aconteça. Não se satisfaça com ler a história. Escreva-a. Com Jesus é possível.
Enfrente este novo dia com altruísmo porque sua vida está escondida nas mãos de alguém que não conhece derrota. Não siga suas próprias regras. Não escolha seus próprios valores. Seja sensível aos ensinamentos divinos, porque: “O caminho dos perversos é como a escuridão; nem sabem eles em que tropeçam.”

terça-feira, 19 de junho de 2012

Verdadeira Sabedoria‏

Feliz o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento. Provérbios 3:13

A verdadeira sabedoria é um tesouro tão perdurável como a própria eternidade. Muitos dos homens que o mundo chama sábios, são sábios apenas a seus próprios olhos. Satisfeitos com a aquisição da sabedoria mundana, não entram nunca no jardim de Deus, para se relacionarem com os tesouros da ciência contida em Sua Santa Palavra. Julgando-se sábios, são ignorantes no que diz respeito à sabedoria que precisam possuir todos quantos houverem de obter a vida eterna. Nutrem desprezo pelo livro de Deus, o qual, se estudado e obedecido, os tornaria verdadeiramente sábios.
A Bíblia é para eles um mistério impenetrável. As verdades maravilhosas e profundas do Antigo e do Novo Testamento são obscuras para eles, porque as coisas espirituais não sãos discernidas espiritualmente. Precisam aprender que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e que sem essa sabedoria seu aprendizado é de pouco valor.
Aqueles que estão se esforçando para obter educação na área das ciências, mas que não aprenderam a lição de que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, estão trabalhando sem amparo e de maneira incompetente, questionando a realidade de tudo. Eles podem adquirir educação nas ciências, mas a menos que ganhem conhecimento da Bíblia e de Deus não possuem a verdadeira sabedoria. Pessoas iletradas, que conhecem a Deus e a Jesus Cristo, possuem sabedoria mais duradoura que os mais cultos que desprezam a instrução de Deus (SDABC3, p. 1156).
A verdadeira sabedoria está infinitamente acima da compreensão dos sábios segundo o mundo. A sabedoria oculta, que é Cristo formado em nós, a esperança da glória, é sabedoria tão elevada como o Céu. Os profundos princípios da piedade são sublimes e eternos. A experiência cristã, unicamente, nos pode ajudar a compreendermos esse problema, e obter os tesouros de conhecimento que têm sido ocultos nos conselhos de Deus, mas estão agora sendo revelados a todos os que têm ligação vital com Cristo (RH, 18/7/1899).

Visão Nova


Uma coisa sei: eu era cego e agora vejo! João 9:25
“Eu era cego e agora vejo.” Essa deveria ser a manifestação de alegria de todo aquele que se encontra com Cristo.
O ex-cego não sabia explicar muito bem os procedimentos que Jesus usou para curá-lo. Não sabia quase nada nem mesmo sobre a pessoa de Jesus. Não estava preocupado se o mesmo milagre tinha sido realizado na vida de outros, mas sabia do que tinha acontecido consigo.
“Encontrei-me com um homem que mudou minha vida.” Ele não se demorou muito sobre seu passado, sobre sua família e nem sobre o local em que tinha vivido, como fazem alguns ao contar sua história de conversão.
Há muitos que nessa hora se sobressaem como heróis: eram os piores fumantes, os bêbados mais beberrões, assaltantes com mais assaltos e os traficantes mais temidos. No fim da reunião, todos saem falando mais dele ou dela do que de Jesus. O jovem que tinha sido curado disse apenas: “Eu era cego e agora vejo. Um homem chamado Jesus abriu meus olhos, tirou-me da escuridão, deu novo sentido à minha vida.”
Jesus fez diferença na vida daquele homem, e isso é verdade hoje também. Ele ainda faz diferença na vida de muitas pessoas. Esse é o trabalho da graça de Deus no coração.
Entre os séculos 19 e 20, antes da chegada da eletricidade, uma das profissões era a dos acendedores de lampiões de gás nas ruas. À tardezinha, eles saíam acedendo os lampiões que estavam nas ruas e nas esquinas, e pela manhã, um pouco antes de o sol nascer, faziam o mesmo trajeto apagando essas luzes.
Um dia, um desses acendedores se tornou cristão. Num encontro que teve com os colegas de trabalho, um deles pediu que ele contasse como tinha sido sua conversão. Sem ter palavras adequadas para contar a experiência, ele disse: “Olha, foi mais ou menos como acontece em meu trabalho de manhã, apagando os lampiões: atrás de mim tudo está escuro, à minha frente tudo está brilhante.”
“Oh, graça excelsa de Jesus! Perdido, me encontrou! / Estando cego, me fez ver, da morte me livrou! “


A Iluminação do Espírito Santo‏


Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim. Atos 17:11

“Examinais as Escrituras”, declarou Cristo, “porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam” (Jo 5:39). Os que cavam abaixo da superfície descobrem às escondidas pedras preciosas da verdade. O Espírito Santo acha-Se presente com o sincero indagador. Sua iluminação resplandece sobre a Palavra, gravando a verdade na mente com nova importância. O pesquisador enche-se de um senso de paz e alegria nunca antes experimentadas. A preciosidade da verdade é compreendida como nunca antes. Uma nova luz celeste brilhe sobre a Palavra, iluminando-a como se cada letra se tingisse de ouro. O próprio Deus falou à mente e ao coração, tornando a Palavra espírito e vida.
Todo sincero pesquisador da Palavra ergue o coração a Deus, implorando o auxílio do Espírito. E descobre em breve aquilo que o leva acima de todas as fictícias declarações do pretenso mestre, cujas teorias fracas e vacilantes não são apoiadas pela Palavra do Deus vivo. Essas teorias foram inventadas por homens que não aprenderam a primeira grande lição de que o Espírito e a vida de Deus Se encontram em Sua Palavra. Caso houvessem recebido no coração o elemento eterno contido na Palavra de Deus, veriam quão débeis e inexpressivos são todos os esforços para arranjar algo novo que cause sensação. Eles necessitam aprender mesmo os elementares princípios da Palavra de Deus; teriam então a palavra de vida para o povo, que distinguirá em breve a palha do trigo, pois Jesus deixou Sua promessa com os discípulos. [...]
“Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo” (Jo 14:27). Essas palavras não são inteiramente compreendidas por indivíduos, famílias, ou membros da igreja, para quem ou por quem, como Sua família, Deus representaria a verdade pura, não adulterada, que quando recebida e devidamente digerida, traz vida eterna (MR21, p. 131, 132).

domingo, 17 de junho de 2012

A cruz na história


Você já reparou que a história mundial é dividida por um evento? Esse evento não foi o surgimento nem o desaparecimento de um grande império, como se poderia esperar. Nem foi a descoberta de um novo continente. Em vez disso, a história do mundo foi dividida pelo nascimento de um Mestre itinerante, que vivia em uma parte relativamente obscura do vasto Império Romano. Considerando o número incontável de judeus que nasceram naquele tempo, é ainda mais revelador que esse único nascimento, entre tantos, tenha sido o marco que dividiu a história do mundo em seus dois maiores períodos.
Esse evento, é claro, foi o nascimento de Jesus.
No contexto de Deus e a história, podemos apreciar mais o significado da salvação. Devido ao óbvio fracasso de todos os seres humanos e, consequentemente, da história humana, a cruz de Cristo revela o fundamento e também o significado mais profundo da história do mundo. A cruz nos diz que, ao nos perdoar e nos tornar Seus filhos, Deus abriu diante de nós uma nova esperança para o futuro, em que não mais precisaremos carregar a grande culpa pelo nosso caráter e pelos nossos pecados. Essa culpa foi tirada por Aquele que “tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si” (Isaias: 53:4).
Toda a doutrina da salvação pode ser expressa nesta frase: Deus cancela nossa história irremediavelmente fracassada e, em seu lugar, coloca Sua história. Por meio dEle, a história da escravidão do pecado é encerrada em nossa vida. Por meio dEle, as manchas do passado não devem se levantar para nos acusar, atormentar e zombar de nós. Nossa história pessoal, que condenaria cada um de nós, é substituída pela perfeita história de Jesus. Assim, nEle encontramos não apenas libertação do nosso passado, mas a promessa de um futuro maravilhoso. Na cruz, o Senhor garantiu que, não importando o que acontecesse em nossa história nem na história mundial, um novo e glorioso futuro está diante de nós e do mundo.