sábado, 17 de novembro de 2012

O necessário

CONVERSAS FRÍVOLAS

Foge da presença do homem insensato, porque nele não divisarás lábios de conhecimento. Prov. 14:7.

Muitos conselhos de Salomão podem parecer preconceituosos. Dão a impressão de que os sábios devem olhar para os insensatos como se tivessem alguma doença contagiosa e passar longe deles. O verso de hoje poderia ser visto desse modo. “Foge da presença do insensato”, afirma Salomão.

O homem ou a mulher que segue os conselhos divinos não pode tornar-se uma ilha, um ermitão ou formar um grupo exclusivista. Jesus disse: “Vós sois o sal da terra.” Mat. 5:13. O sal tem que se misturar com os alimentos que o rodeiam para dar sabor. Não pode cumprir a sua missão guardado na prateleira. Portanto, encontramos aqui uma aparente contradição bíblica. Jesus afirma uma coisa, enquanto Salomão afirma outra. É assim? Não. Jesus está falando da missão. Salomão, do preparo para o cumprimento da missão.

Em outra ocasião, Jesus pediu ao Seu Pai, referindo-se a nós: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal.” João 17:15. Essa declaração de Jesus explica a aparente contradição. Precisamos viver entre as pessoas, precisamos amá-las e ser companheiros delas em todos os momentos e circunstâncias do cotidiano, mas isso não envolve participar das atividades onde são ditas ou são feitas coisas que não edificam.

O conselho do sábio hoje, numa linguagem simples, é: “Fique longe de pessoas que começam a falar tolices porque, em reuniões dessa natureza, você não tem nada a aprender.”

O tempo é um dom valioso. Um dia, teremos que prestar conta da maneira como o usamos. Se você contabilizasse as horas que são desperdiçadas em conversas que não edificam, e que podem até destruir seus valores, você veria que lata vazia faz muito barulho, mas infelizmente não contribui para nada. Fuja de conversas desse tipo. Uma pessoa sábia usa o tempo para construir, não para destruir.

Faça de hoje um dia de atenção aos outros. As pessoas não estão interessadas em saber quem você é ou quanto você sabe, a não ser que você se importe com elas. Você só conseguirá isso, se tiver o amor de Cristo no coração. Tenha um dia feliz. E não se esqueça: “Foge da presença do homem insensato, porque nele não divisarás lábios de conhecimento.”

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Como o Senhor Pode me Guiar

Os passos de um homem bom são dirigidos por Deus. Ele Se deleita em cada detalhe de sua vida. Salmo 37:23, Nova Bíblia Viva

Você foi dormir na noite anterior sabendo que no dia seguinte teria que resolver um problema que o está afligindo, na esperança de que, ao acordar, num lampejo, num clarão ou num flash, um anúncio luminoso aparecesse dizendo o que você devia fazer. Mas, de manhã cedo, nenhuma nova luz, nenhum insight ou sinal especial. Nessas circunstâncias, gostaríamos que ao sair de casa houvesse dentro de nós uma bússola, um GPS especial, ou uma voz interna dizendo exatamente que caminho tomar e as respostas às nossas inquietações.

Saímos com a esperança de que alguma coisa nos fará ver o que fazer. Vamos esperar em nossa intuição para ter uma resposta de Deus?
Deus não nos deixa sozinhos nessa situação. Ele vê tudo e está ansioso para nos ajudar, e o faz de diversas maneiras.

1. Na Bíblia, Deus nos deixou inúmeras promessas. "Eu lhe ensinarei o caminho por onde você deve ir" (Sl 32:8, NTLH); "Eu sou o Senhor, o seu Deus, que lhe ensina o que é melhor para você" (Is 48:17).

2. Amigos. Outra "agência" que Deus põe à nossa disposição são os amigos. Já se foi o tempo do ranger, do cowboy solitário que enfrentava a tudo e a todos, e resolvia todos os problemas sozinho. Precisamos de um grupo de apoio, amigos que possam nos aconselhar a tomar o melhor caminho. Aí você vai descobrir como uma luz se acende, e ficará imbuído de nova força e confiança. O próprio Jesus, naquele momento decisivo e pesado, no Jardim do Getsêmani, procurou apoio dos amigos, pedindo que orassem por Ele.

3. Os anjos. "Ao se levantarem pela manhã, acaso experimentam o senso de sua incapacidade, sua necessidade de forças vindas de Deus? [...] Se assim for, os anjos anotam-lhes as orações, e se as mesmas não partiram de lábios fingidos, quando estiverem em risco de errar inconscientemente, de exercer uma influência que leve outro a errar, seu anjo da guarda estará ao seu lado, impulsionando-os a seguir melhor direção, escolhendo as palavras para proferirem e influenciando-lhes as ações" (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 363, 364).
Deus, em Sua bondade como Pai, condescende conosco para nos guiar, e está interessado em cada momento da nossa vida.  "‘Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor, ‘planos de fazê-los prosperar, [...] de dar-lhes esperança e um futuro" (Jr 29:11).

Fiquem com Deus.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

De Escravo a Primeiro-Ministro


Porque o Senhor estava com José e lhe concedia bom êxito em tudo o que realizava. Gênesis 39:23
Ali estava o filho mimado sem a túnica colorida, fazendo sua viagem, sob o sol escaldante rumo a uma terra que nunca tinha visto. José chegou ao Egito e, diante da perspectiva dos egípcios, no último degrau de importância da escala humana – como escravo.
Pense na trajetória dele desde o momento em que foi vendido para os ismaelitas. Depois foi vendido para Potifar e exposto à tentação sexual. Foi acusado de assédio pela esposa do chefe e teve a reputação destruída pela repercussão do caso. Foi punido pelo fato de ter feito o que era certo, encarcerado muito tempo e esquecido pelo colega prisioneiro a quem ajudou e que foi libertado. Porém, em todo o relato não vamos encontrar uma só queixa de José sobre os irmãos, as circunstâncias ou culpando a Deus de que o tivesse abandonado. “Por esta disciplina Deus o estava preparando para uma situação de grande responsabilidade, honra e utilidade, e ele estava pronto a aprender, acolhendo de boa vontade as lições que o Senhor lhe queria ensinar” (Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus [MD 2005], p. 320). Sua atitude foi sempre positiva. Para ele, o importante não era tanto o que estava acontecendo, mas sim como ele estava reagindo a tudo que estava acontecendo.
Pode parecer ironia, mas justamente Gênesis 39, onde se repete quatro vezes que “Deus estava com José”, é o capítulo que fala da acusação da esposa do chefe contra ele e de sua prisão. Felizmente, dois capítulos mais adiante, vemos como ele se tornou o governador mais importante, na época, porque era primeiro-ministro da nação que governava o mundo. “A assinalada prosperidade que acompanhava todas as coisas postas aos cuidados de José, não era resultado de um milagre direto; mas sim a sua operosidade, zelo e energia eram coroados pela bênção divina” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 214).
As palavras do hino de Josh Groban, com versão em português intitulada “O Seu Amor”, de Rafaela Pinho, encontrariam eco no coração de José, enquanto ele atravessava esse período difícil:
“O Seu amor levou-me até as montanhas, / me fez voar, planando pelo mar. / Foi ali, no alto dos Seus ombros, / que eu aprendi: ‘Sou forte pra lutar.’”
Obrigado, Senhor, por transformares aparentes tragédias em triunfos.

domingo, 1 de julho de 2012

Porque pela graça sois salvos‏


Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Efésios 2:8

Deus deseja que alcancemos a norma de perfeição que o dom de Cristo nos tornou possível. Ele nos convida a fazer nossa escolha do direito, para nos ligarmos com os instrumentos celestes, adotarmos princípios que hão de restaurar em nós a imagem divina. Na palavra escrita e no grande livro da natureza, Ele revelou os princípios da vida. É nossa obra obter conhecimento desses princípios e, pela obediência, cooperar com Ele na restauração da saúde do corpo, bem como da alma.
Os homens precisam saber que só podem fruir as bênçãos da obediência, em sua plenitude, à medida que receberem a graça de Cristo. É Sua graça que dá ao homem poder para obedecer às leis de Deus. É isso que o habilita a quebrar as cadeias do mau hábito. Esse é o único poder que pode colocá-lo e conservá-lo firme no caminho do direito.
Quando o evangelho é recebido em sua pureza e poder é uma cura para as doenças originadas pelo pecado. O Sol da Justiça Se ergue “trazendo salvação nas Suas asas” (Ml 4:2). Todos os recursos do mundo não podem curar um coração quebrantado, nem comunicar paz de espírito, nem remover o cuidado, nem banir a enfermidade. A fama, o intelecto, o talento – são todos impotentes para alegrar um coração dolorido ou restaurar uma vida arruinada. A vida de Deus na alma, eis a única esperança do homem.
O amor difundido por Cristo por todo o ser é um poder vitalizante. Esse amor toca todo órgão vital – cérebro, coração, nervos – transmitindo cura. [...] Implanta na alma uma alegria que coisa alguma terrestre pode destruir – a alegria no Espírito Santo – alegria que comunica saúde e vida. [...]
Embora o pecado tenha intensificado seu domínio sobre a raça humana, durante séculos, ainda que por meio de mentiras e artifícios Satanás tenha lançado a sombra de sua interpretação sobre a Palavra de Deus, e feito os homens duvidarem de Sua bondade, a misericórdia e amor do Pai não têm cessado de fluir em abundantes torrentes para a Terra. Se os seres humanos abrissem as janelas da alma em direção ao Céu, apreciando as divinas dádivas, por elas penetraria uma onda de restauradora virtude (CBV, p. 114-116).

DUAS MULHERES‏


As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é agradável. Prov. 9:17.
A mente do homem que não anda nos caminhos de Deus trabalha de um modo estranho. Busca prazer e encontra dor, corre atrás da alegria e só acha tristeza. Ele pensa que as coisas são agradáveis unicamente quando trazem o sabor do proibido. As águas, para serem doces, precisam ser roubadas; e o pão, para ser agradável, deve ser comido às ocultas.
O proibido, no entanto, é como o cavalo de Tróia: deslumbrante, massageia o ego, inflama as paixões humanas. Só que, ocultas dentro dele, estão a vergonha, a miséria e a morte.
No capítulo nove do livro de Provérbios, encontramos duas mulheres à beira do caminho disputando a atenção dos homens. É uma alegoria da sabedoria e da insensatez. A primeira convida as pessoas para a vida. O segredo da vida consiste em andar nos caminhos estabelecidos por Deus.
A segunda é a mulher louca ou insensata. Ela também convida as pessoas, oferecendo águas roubadas e pão comido às ocultas. Água é sinônimo de vida. O deserto é terra de morte porque não tem água. A semente brota por causa da água. Os campos florescem porque recebem água. A mulher louca oferece água. Água roubada. Vida roubada não é vida. Prazer roubado não é prazer. Felicidade “desfrutada às ocultas”, não é felicidade.
A criatura descobre isso com dor. Quando já é tarde. Quando a família foi destruída, a dignidade enxovalhada e os valores deteriorados.
O pão é alimentação básica e indispensável; não envolve nada de extravagância nem luxo. Quando é comido às ocultas, pode ser agradável na hora, mas depois deixa o sabor amargo da insatisfação. Você come e come e não se farta. Busca e busca e nunca acha. O coração está sempre vazio.
A mente natural do homem é estranha. Oculta-se. Ele não deseja ser visto. Mas a sua atitude insensata, mais cedo ou mais tarde, o expõe à vergonha pública.
Nada melhor do que viver às claras. Com transparência e verdade. Viva hoje desse modo. Ouça a voz da sabedoria e não preste atenção à voz da sedução, mesmo que esta grite nos caminhos: “As águas roubadas são doces e o pão comido às ocultas é agradável.”


Deus como escultor‏


Deus é também escultor, mas não está limitado ao granito ou mármore. Em vez disso, Ele esculpe nosso caráter. Ele pode tomar o pecador e moldá-lo, esculpi-­lo e trabalhar em seu coração até que ele reflita algo da glória do Céu. Deus tem dado ampla evidência dessas habilidades profundas. De capa a capa na Bíblia, encontramos Deus tomando pessoas que poderíamos desprezar como detestáveis e indignas e transformando-as em nobres seres humanos.
8. Jacó, Davi, Pedro e Paulo precisavam, por assim dizer, ser “esculpidos” espiritualmente? Gn 32:22-30Sl 51Lc 22:31, 32At 9:1-22
Outro bom exemplo é o de Maria Madalena. “Maria fora... grande pecadora, mas Cristo conhecia as circunstâncias que lhe tinham moldado a vida... Fora Ele que a erguera do desespero e da ruína. Sete vezes ela ouvira Sua repreensão aos demônios que lhe dominavam o coração e a mente. Ouvira-Lhe o forte clamor ao Pai em benefício dela. Sabia quão ofensivo é o pecado à Sua imaculada pureza, e em Sua força vencera... Aquela que caíra e cuja mente havia sido a habitação de demônios, chegara bem perto do Salvador em associação e serviço... Ela esteve ao pé da cruz... Foi a primeira junto ao sepulcro, depois da ressurreição. A primeira a proclamar o Salvador ressuscitado” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 568).
A história da salvação é abundante na criatividade divina, que restaura nos homens e mulheres caídos a perdida “imagem de Deus”. O evangelho não é uma cirurgia plástica para embelezar o exterior, mas uma questão de orientação que transforma a vida, operando de maneira rápida e profunda em seu poder para limpar, moldar, e embelezar. O evangelho de Jesus Cristo edifica com criatividade, integridade e plenitude. Genuína renovação é o resultado da atuação de um poder interior, uma divina criatividade que restaura a beleza de uma vida caída e pecaminosa.
Esculpir envolve lapidar, polir e talvez até mesmo quebrar algumas partes. Que áreas em nossas vidas precisam ser esculpidas um pouco mais? Quanta resistência nós apresentamos durante o que nem sempre é um processo agradável?
Um forte abraço e fiquem com Deus.

Fonte:

Edilandio Angelim
(GAP) Gestores de Ações Pro-ativas
Consultorias - Palestras - Treinamentos - Cursos

CUIDADO COM QUEM ANDAS‏


    A notícia me surpreendeu. Conhecia bem aquela pessoa, e sabia que ela não seria capaz de fazer aquilo de que estava sendo acusada. E assim foi. O tempo provou a sua inocência. Meses depois me encontrei com ela acidentalmente e, chorando, ela me disse: “Deus fez justiça comigo. Mas, com tudo isto, aprendi uma grande lição: Nunca deveria ter andado com as pessoas que realmente cometeram aquele delito.”
    O conselho divino de hoje é justamente este: “Não te ponhas a caminho com eles.” Quem são eles? O sábio Salomão os chama de pecadores, e adverte: “Se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas ... porque os seus pés correm para o mal e se apressam a derramar sangue.” Versos 10, 11 e 16.
    A expressão “pôr-se a caminho”, no original hebraico é halak, que significa andar; não apenas no sentido de se movimentar, mas também de se comportar.
    As pessoas que não temem a Deus andam desnorteadas. A Bíblia chama a esse tipo de pessoas de “pecadores”. Originalmente, quer dizer “aqueles que erraram o alvo”. Não sabem para onde vão porque na realidade nem sequer sabem o que querem. Seguem a lei do menor esforço, deixando-se levar pela correnteza dos seus instintos. E se alguém faz somente o que sua natureza pede, vai acabar andando no caminho do mal.
 Andar constantemente com pessoas que não edificam envolve dois perigos. O primeiro é acabar fazendo o que elas fazem e perder o rumo da vida. O segundo é ser confundido com elas.
    Enquanto você viver neste mundo, será impossível isolar-se. Não é esse o tipo de vida que Deus quer para você. O cristão deve ser uma pessoa aberta para relacionar-se com todo tipo de gente. Mas uma coisa é relacionar-se por força das circunstâncias, e outra é juntar-se deliberadamente com pessoas que, mais cedo ou mais tarde, acabarão destruindo sua vida.
    Por isso, hoje, lembre-se do conselho de Salomão: “Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; guarda das suas veredas os pés.”

Caniços Rachados e Pavios Fumegantes


Não quebrará o caniço rachado e não apagará o pavio fumegante. Isaías 42:3
Você conhece alguma coisa mais frágil e sem valor do que um caniço rachado? A imagem é de alguma coisa inútil, desprezível, a ser varrida para um canto, como aqueles objetos que já deram o que tinham para dar e não servem para mais nada.
A outra imagem é a de um pavio que fumega. Enquanto o pavio estivesse umedecido com azeite, havia luz clara e limpa, sem aquela fumaça sufocante e incômoda. De vez em quando, somos como esse pavio que fumega. Cansados, esgotados e esquecidos.
O fato é que o pecado nos atingiu e há somente duas maneiras de lidar com caniços rachados e pavios que fumegam: rejeitá-los ou tentar reafirmar seu valor pessoal, por meio da nossa amizade.
Dentro da visão messiânica, Isaías diz que Jesus não quebraria o caniço rachado – alguém agredido por palavras duras, pela fúria de outros; alguém desanimado pelo seu próprio fracasso ou porque seus direitos não foram reconhecidos.
Quantas pessoas esperam um ombro amigo, a mão que possa levantá-las, colocá-las de pé e sustentá-las por algum tempo. É um trabalho de restauração paciente, sem censuras, que preserva a dignidade de quem está sendo restaurado.
E o pavio que fumega, antes brilhante, depois débil, luta contra o vento que quer apagá-lo, mas espera um sopro de vida que possa fazer com que brilhe novamente. Acredite, você não está sozinho. Há alguém pronto para ajudá-lo a voltar a ter aquela firmeza e aquela luz viva. Alguém experimentado em restaurar.
Jesus está dizendo: “Venha, Eu vou colocá-lo de pé novamente. Venha, quero soprar vida em você para que sua luz volte a brilhar.” Ele está ao nosso lado quando nos sentimos isolados, sem força e feridos, quando lutamos contra o desânimo e a tentação.
Tudo o que temos que fazer é nos colocar nas mãos de quem está acostumado a restaurar. “Ele não colocará de lado o machucado e o ferido, e não menosprezará o pequeno e insignificante, mas os endireitará de maneira firme e permanente” (The Message).
Senhor, ajuda-nos a lembrar hoje que, para onde quer que formos, a certeza da Tua companhia nos trará nova paz ao enfrentarmos as batalhas da vida.

AS IGUARIAS DO PECADO‏


Não permitas que meu coração se incline para o mal, para a prática da perversidade na companhia de homens que são malfeitores; e não coma eu das suas iguarias. Sal. 141:4.

Gladys entrou no meu camarim, naquela noite, com os olhos lacrimejantes. A mensagem apresentada havia tocado o seu coração. Estava emocionada. Assentou-se diante de mim, respirou fundo e disse: “Desde que era criança fui deslumbrada pelas luzes, os palcos, o brilho da fama e os aplausos. Hoje, tenho tudo isso, mas não sou feliz. Sinto-me mais vazia, triste e derrotada do que nunca.”

Gladys era uma famosa artista de televisão. Quando criança, recebera uma educação de princípios e valores cristãos. Na adolescência, porém, largou tudo e iniciou uma corrida desenfreada à procura daquilo que achava o mais importante da vida.

Naquela ocasião, depois de muitos anos, muitas feridas abertas, lágrimas e noites sem dormir, atormentada pelo peso da culpa, a jovem bela, admirada e famosa, aceitou o convite de um amigo para ir ao estádio a fim de ouvir a Palavra de Deus.

O Espírito de Deus tocou o seu coração. E agora ela estava ali, diante de mim, com os olhos lacrimejantes e dizendo: “Não compensou tudo o que alcancei. Trocaria tudo por uma noite de paz com Deus. Às vezes, gostaria de ser outra vez uma criança, e dormir ouvindo as histórias da Bíblia que a minha mãe contava.”

“Que não coma eu de suas iguarias”, afirma o texto de hoje, referindo-se às atrações que o pecado oferece. É inquestionável. O pecado atrai. É “delicioso”. De outro modo não teria consumidores. Mas o que ele não mostra é o peso da culpa, as noites de insônia, o desespero e a angústia que sufocam o coração do pecador.

O mal e a prática da perversidade estão à nossa volta todo dia, o tempo todo, oferecendo iguarias e manjares. Deslumbrando, seduzindo, cativando. A única segurança é Jesus. Ele é capaz de guardar o coração das atrações efêmeras deste mundo. Por isso, não se atreva a iniciar este dia sem ter a certeza de que Jesus está ao seu lado. Abra o seu coração a ele, clame como o filho carente clama pela ajuda do pai e diga: “Não permitas que meu coração se incline para o mal, para a prática da perversidade na companhia de homens que são malfeitores; e não coma eu das suas iguarias.”


A Influência da Fala‏

Suplicai, ao mesmo tempo, também por nós, para que Deus nos abra porta à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado; para que eu o manifeste, como devo fazer. Colossenses 4:3, 4


Deus não deu talentos extravagantemente. Aquele que sabe todas as coisas, que conhece pessoalmente cada um, deu a cada pessoa seu trabalho. Aqueles a quem Ele confiou muito não devem se orgulhar, pois o que possuem não pertence a si mesmos; foi-lhes emprestado como experiência. Dia após dia, Deus está testando homens e mulheres, para ver se O reconhecerão como doador de tudo que possuem. Ele os observa para ver se provarão serem dignos das riquezas eternas. O uso que fazem de seus preciosos dons decidirá seu destino para a eternidade.
De todos os dons que Deus confiou aos Seus filhos, nenhum é capaz de ser tão grande bênção como o dom da palavra. Com a língua convencemos e persuadimos; com ela oferecemos oração e louvor a Deus; e com ela falamos a outros do amor do Redentor. Deus deseja que consagremos esse dom ao Seu serviço, falando apenas palavras que ajudem os que estão ao nosso redor. E se Cristo governa o coração, nossas palavras revelarão a pureza, beleza e fragrância de um caráter moldado e aperfeiçoado por Ele. Mas se estamos debaixo da orientação do inimigo de tudo o que é bom, nossas palavras ecoarão seus sentimentos. Observe bem suas palavras. Consagre o seu dom da fala para o serviço do Senhor, pois Ele um dia requererá isso de você.
Cada um de nós exerce influência sobre aqueles com quem entramos em contato. Obtemos de Deus essa influência e somos responsáveis pelo modo como a usamos. Deus planeja que ela atue do lado da verdade; mas cabe a cada um de nós decidir se nossa influência será pura e nobre, ou se atuará como uma malária venenosa. Aqueles que são participantes da natureza divina manifestam uma influência que é semelhante à de Cristo. Santos anjos os assistem em seu caminho e todos com quem eles entram em contato são ajudados e abençoados. Mas os que não recebem a Cristo como seu Salvador pessoal não podem influenciar outros para o bem. [...] Vigiem bem a sua influência; exercê-la a favor do Senhor é o “culto racional de vocês” (ST, 21/1/1897).

domingo, 24 de junho de 2012

Átrios do Senhor‏


A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo! Sal. 84:2.
Existe no coração humano uma necessidade instintiva de Deus. Não tem explicação. Poderia ser simplesmente saudade do Criador. Porém, é mais do que isso. É um vazio que dói. É carência, falta. É como a necessidade que o pulmão tem do oxigênio. Davi expressa: “A minha alma suspira e desfalece.” É saudade, nostalgia, procura incessante. Sede de alma. Fome do coração.
Não depende daquilo que você acredita ou não. Pode não ser lógico, mas é real. É fato. Esta aí presente, no dia-a-dia do transitar humano.
O milionário sem Deus se pergunta: O que me falta? Nada. Sobra. Sobra orgulho, prepotência e soberba. O coração está cheio de si. Não existe lugar para Deus, e o vazio dói, perturba e angustia.
O artista famoso indaga: Por que não sou feliz? Porque felicidade não é simplesmente algo, é uma pessoa. “Eu sou o caminho”, disse Jesus. Ah, ser humano vazio e incoerente! Tentando ser feliz, procura o que o machuca, busca o que o destrói, rejeita o caminho da simplicidade. Complica a vida com filosofias que alimentam o ego, e matam de sede seu espírito carente.
No salmo de hoje, o poeta compara o homem que reconhece sua necessidade de Deus e O busca, com o pardal que encontrou sua casa e a andorinha que achou seu ninho e acolhe com carinho os seus filhotes. (Sal. 84:3.) Pode haver uma figura mais expressiva para ilustrar a felicidade? Você e seus amados, protegidos no ninho de Deus. Cuidados por Ele, seguros nEle, sustentados por Ele.
Hoje é um dia de decisão. Todo dia é. Para mudar o rumo de sua existência. Para reconhecer que você é criatura. Para olhar com otimismo o horizonte de novos desafios, a despeito dos dramas que você está vivendo. Hoje é o seu dia. Dia de renascimento, de ressurgimento, dia para sacudir a poeira dos pés e enfrentar a longa caminhada que o levará ao pico da montanha que se apresenta desafiante diante de você.
Mas, para que tudo isso aconteça, você precisa dizer como o salmista: “A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!”

Reparando o erro


Deem fruto que mostre o arrependimento. Mateus 3:8

O verdadeiro arrependimento produzirá mudança de atitudes, palavras e comportamento. Porém, inclui mais do que isso. Não significa simplesmente pedir desculpas e prometer nunca mais cometer o mesmo erro. Não significa punir a si mesmo, deixar de comer ou deixar de comprar algumas coisas. O verdadeiro arrependimento tem facetas que servem para medir até onde ele é verdadeiro.

Ao se encontrar com Jesus, você perceberá que deixou alguns rastros não luminosos pelo caminho. Precisará de humildade e honestidade para acertar algumas coisas, para restaurar um relacionamento rompido por causa de uma provocação, do que falou numa explosão de raiva ou de uma mentira.

Quando duas pessoas se encontram arrependidas com o objetivo de restaurar o relacionamento, estão ambas no território da graça. Ficam de fora as racionalizações que tentam explicar o porquê do erro cometido: “Fiz isso porque”, “Mas”, “Minha intenção era outra”... Quando você tenta explicar, passa a ideia de que quer encolher o máximo possível seu erro. É melhor encarar esse momento com humildade e reconhecer como o filho pródigo que errou: “Pequei contra o Céu e contra ti” (Lc 15:18).

Diga simplesmente: “Sei que você ficou ferido com o que falei. O erro foi meu. Perdoe-me.” Deus vai preparar suas palavras e o coração da pessoa com quem você vai falar para que a restauração seja efetivada. Se não der para falar pessoalmente, telefone ou use o correio eletrônico para não deixar a reconciliação para depois.

A outra faceta é a que chamamos de restituição. É a reposição pelo prejuízo material causado à outra pessoa; dívidas reconhecidas, mas não pagas, etc. O exemplo bíblico mais patente é o de Zaqueu. Imediatamente após seu encontro com Jesus, ele disse: “Vou devolver a quem cobrei mais do que devia, de quem tirei proveito me valendo da ignorância das pessoas.”

É o que diz o pensamento: “O reconhecimento da dívida sem esforço para pagá-la não é arrependimento.” Desse ponto de vista, o arrependimento não é fácil.

Você pode orar hoje a Deus, dizendo: “Senhor, no centro do meu pecado está o desejo de seguir meu próprio caminho. Escolho hoje sair do meu caminho para o Teu caminho. De meus planos para Teus propósitos, de minha independência para a Tua soberania. Ao voltar para Ti, espero na Tua graça e na Tua misericórdia.”

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A armadilha do legalismo‏


Há uma expressão em inglês que diz: “Não existe almoço grátis”. A ideia é de que, se você recebe algo gratuitamente, isso realmente não é gratuito porque em algum lugar, de alguma forma, em algum momento, você terá que pagar ou compensar. A teoria de que nada é realmente gratuito tem se infiltrado sutilmente no pensamento cristão, uma vez que muitos tentam ser merecedores da salvação por meio da obediência à vontade de Deus.
No vocabulário cristão a palavra legalismo descreve a atitude dos que acreditam que sua obediência a Deus, de alguma forma fará com que Ele os justifique. É claro que, embora a graça de Deus não negue Sua expectativa de obediência, a salvação é fundamentada unicamente nessa graça e em nada mais que façamos.
Que grande equívoco a respeito da salvação é tão predominante na mente das pessoas? Somos influenciados por esse tipo de pensamento? Por que é tão fácil ser envolvido por esse pensamento?
Uma religião legalista faz com que o indivíduo se concentre no desempenho pessoal (e muitas vezes no desempenho dos outros) e não na comissão evangélica. Atitudes legalistas podem levar ao orgulho e à arrogância aqueles que são tão cegos que realmente se consideram santos o suficiente para ser salvos. Outra consequência muito ruim é que as atitudes legalistas podem levar ao desânimo e desespero os que percebem que estão muito longe do padrão divino. De toda maneira, essa é uma armadilha que precisa ser evitada, especialmente por uma igreja que tem a vontade de Deus como base, na qual a obediência à lei é tão importante para a compreensão do significado do evangelho.
Qual é a obra fundamental na vida do cristão? A verdade sobre essa obra reforça a verdade sobre a salvação pela fé? Você manifesta essa crença, especialmente quando ninguém está observando? Jo 6:28, 29

Relações divinas‏


No princípio, Deus Se manifestava em todas as obras da criação. Foi
Cristo que estendeu os céus e lançou os fundamentos da Terra. Foi Sua
mão que suspendeu os mundos no espaço e deu forma às flores do campo.

“Ora, o pecado manchou a perfeita obra de Deus, todavia nela
permanecem os traços de Sua mão. Mesmo agora, todas as coisas criadas
declaram a glória de Sua excelência. Não há nada, a não ser o coração
egoísta do homem, que viva para si. Nenhum pássaro que fende os ares,
nenhum animal que se move sobre a terra, deixa de servir a alguma
outra vida. Folha alguma da floresta, nem humilde haste de erva é sem
utilidade. Toda árvore, arbusto e folha exalam aquele elemento de vida
sem o qual nenhum homem ou animal poderia existir; e animal e homem
servem, por sua vez, à vida da folha, do arbusto e da árvore. As
flores exalam sua fragrância e desdobram sua beleza em bênção ao
mundo. O Sol derrama sua luz para alegrar a mil mundos. O próprio
oceano, a origem de todas as nossas fontes, recebe as correntes de
toda a Terra, mas recebe para dar. Os vapores que sobem de sua
superfície caem em chuveiros para regar a terra a fim de que ela
produza e floresça” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p.
20, 21).

"Não se permita pensar no pensar no princípio apenas quando vier o fim."

DEUS INCOMPARÁVEL‏


Não há entre os deuses semelhante a Ti, Senhor; 
e nada existe que se compare às Tuas obras. Sal. 86:8.

A sua atitude diante das dificuldades da vida depende da dimensão de seu Deus. Se seu Deus for pequeno, fabricado, imaginado, qualquer problema será uma barreira impossível de ser vencida. O ser humano é contraditório. Gosta de pequenos deuses, apenas para acalmar a consciência. Deuses “chaveiros”, “amuletos, “energia”, “luz”, “aura”. “Deus está em tudo”, afirma a criatura. Repete isso todos os dias e acaba acreditando.
É cômodo acreditar num deus que não mostra o caminho. Limita-se a acompanhar e estar a “serviço” da criatura. A tragédia é que diante das circunstâncias difíceis da vida, você descobre que todos esses deuses “criados” são apenas paliativos. Não fazem nada. Nada resolvem. Não há poder neles.
Foi essa realidade que levou Davi a fazer a oração registrada no Salmo 86. Neste salmo, o poeta expressa súplica e confiança. Vive um momento terrível. “Estou aflito e necessitado.” Verso 1. Da perspectiva humana, parece não haver solução. Não tem mais forças para continuar lutando. Limita-se a chorar. As lágrimas parecem lavar o coração da angústia que o sufoca.
Davi não criou pequenos deuses. Nas noites claras e estreladas, enquanto cuidava do seu rebanho no campo, ele contemplava a grandeza do Deus Criador. O seu Deus estava acima de qualquer outro deus. Era incomparável e eterno. Por isso, nesta oração, ele suplica e ao mesmo tempo confia.
Qual é o drama que você vive neste momento? Qual é a tragédia que parece destruir a vida de alguém que você ama? Sente-se indefeso, incapaz de fazer algo para ajudar e se limita a sofrer?
Antes de iniciar a caminhada deste dia, separe uns minutos para meditar nas grandes obras que Deus já fez na sua própria história. Acaso Deus não o livrou outras vezes? Se o fez antes, por que não o fará agora? Então, com o coração cheio de confiança, repita: “Não há entre os deuses semelhante a Ti, Senhor; e nada existe que se compare às Tuas obras.”

ACEITE-SE!


Melhor é o que se estima em pouco e faz o seu trabalho do que o vanglorioso que tem falta de pão. Prov. 12:9.

Mostre-se como é. Seja você mesmo. Não aparência. É trágico andar pela vida mostrando ter ou saber muito, quando, deitado na cama, olhando para o teto, você sente a dor profunda de saber que é pobre e ignorante.

Viver uma vida de mentira não é viver. Seus pés pisam nas nuvens. Longe da realidade, você sofre a irrealidade de uma história que inventou. Alimenta-se em público, dos aplausos e da admiração que as pessoas oferecem ao personagem que você criou, mas que não existe. Quando se encontra só na recâmara de sua própria alma, de onde não pode fugir, olha-se no espelho da realidade e vê o quadro grotesco de uma história em quadrinhos, sem vida e, paradoxalmente, com muita dor, vazio e desespero.

Quando Jesus andava com Seus discípulos, viu de longe uma figueira verde e cheia de folhas. Aproximou-Se dela e não achou frutos. A história relata que Jesus amaldiçoou a figueira. No dia seguinte, ao passar pelo mesmo lugar, os discípulos viram que a árvore estava seca.

Muita gente se pergunta até hoje por que Jesus amaldiçoou a figueira. Porque não tinha frutos? Não. Ser estéril não seria um delito. Ser estéril e aparentar que tinha frutos é o que provocou o desagrado de Jesus. A hipocrisia é repulsiva e nociva. Repulsiva porque as pessoas se afastam. Nociva, porque destrói a própria vida.

Por que dizer que falo inglês, se não falo? Por que afirmar que toco piano, se não tenho essa habilidade? Por que dizer que tenho um carro, se não o tenho? Ou que possuo um doutorado, se não é verdade?

A “maldição” de quem pretende ser o que não é vem em forma de sequidão. Uma vida seca é cruel, angustiante e sem significado. Como o deserto. Terra sedenta, agonizante. Terra condenada.

Aceite seus defeitos e realidades. Reconheça suas carências. Aceite-se como você é. Esse é o primeiro passo no processo de recuperação e cura porque: “Melhor é o que se estima em pouco e faz o seu trabalho do que o vanglorioso que tem falta de pão.”

ACEITE A DISCIPLINA‏


Filho Meu, não rejeites a disciplina do Senhor, 
nem te enfades da Sua repreensão. Prov. 3:11.

Todos os dias, em cada esquina, a vida nos apresenta surpresas. Algumas agradáveis, outras tristes. Damos as boas-vindas às primeiras. Rejeitamos as segundas. Afinal de contas, o ser humano não foi criado para sofrer. Foge de tudo que lhe provoca dor.
A dor é um elemento estranho no Universo perfeito de Deus. Morte, tristeza e lágrimas não existiam quando o mundo saiu das mãos do Criador. Espinhos e sofrimento apareceram no cenário edênico como conseqüência do pecado.
Hoje, a dor e o sofrimento são realidades da vida. Chegam em forma de adversidades, conflitos, problemas e uma variedade de experiências traumáticas. O que fazer com elas? O que Deus faz para livrar do pecado Seus filhos?
Erradicá-lo num instante, não poderia. O pecado, como qualquer enfermidade, tem um processo de duração, às vezes longo e insuportável. Mas precisa de tempo para amadurecer e chegar ao fim.
O que Deus faz é redirecionar o sofrimento. Quando a dor chega, vem com o propósito de destruir. Esse é o alvo do inimigo. O que mais lhe apraz é fazer a criatura sofrer e levá-la a pensar que Deus é o causador.
Mas Deus toma o sofrimento e lhe dá um novo rumo. Usa-o como instrumento de educação, formação, restauração e correção. O sofrimento muda de propósito e de nome. Não se chama mais dor, senão disciplina. A dor destrói e mata. A disciplina traz vida. A dor adormece, a disciplina acorda.
Portanto, não rejeite a disciplina. Aceite-a, administre-a. Deixe-se educar, polir e brilhar. Você e eu somos pedras brutas. Existe dentro de nós um diamante escondido que só as adversidades da vida serão capazes de fazer aparecer.
Amanhã será outro dia. As nuvens de hoje terão passado. O sol brilhará de novo, e com ele brilhará você. Acredite nisso: “Filho Meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enfades da Sua repreensão.”

TAPINHAS NAS COSTAS


Não me arrastes com os ímpios, com os que praticam a iniqüidade; os quais falam de paz ao seu próximo, porém no coração têm perversidade. Sal. 28:3.
Davi teve muitas mulheres. Uma delas foi Mical, filha de Saul. O casamento de Davi com ela foi cheio de intrigas. Por um lado, Saul dava tapinhas nas costas de Davi e dizia: “Seja meu genro! Eu quero que você faça parte da minha família!” Mas quando Davi virava as costas, Saul tentava destruí-lo a todo custo. A parte da Bíblia que narra essa historia (I Sam.18) termina dizendo que Saul foi inimigo de Davi durante toda a vida.
O texto de hoje é um salmo de lamentação e súplica. Davi pede para não ser contado com os ímpios e menciona uma característica especial desses ímpios: os que falam de paz com seu próximo, mas têm o mal no coração. Quando as pessoas se cumprimentavam em Israel, elas usavam a palavra shalom, que quer dizer paz. Era como dizer hoje: “Oi, tudo bem?” A gente fala isso por costume. O coração pode estar cheio de mágoa ou ódio, mas quando as pessoas se encontram dizem: “Tudo bem.” O salmista fala disso ao referir-se a pessoas que falam de paz com seu próximo, mas têm o mal no coração.
Todos os dias teremos que viver com pessoas desse tipo. O que fazer com elas?
Primeiro, faça como Davi: busque a Deus e coloque a vida dessa pessoa nas mãos dEle. Ele é o único que pode resolver essa situação. Antes de sair de casa ou antes de iniciar suas atividades hoje, coloque esse próximo nas mãos do Senhor. Ore por ele. A oração intercessória tem um poder inacreditável.
Em segundo lugar, lembre-se de olhar para suas próprias motivações. Por uma simples razão. Cuidado para não ser esse alguém. Essa é a luta diária, a batalha sem fim do cristão.
Talvez, por algum motivo, você sinta o desejo de agir desse modo. A raiva ou o espírito de vingança podem querer apoderar-se de qualquer coração. Isso envenena a alma e enferruja a capacidade de amar. Não dê lugar a esse tipo de sentimento porque, um dia, a justiça divina cairá sobre os que “falam de paz ao seu próximo, porém no coração têm perversidade”.

UMA VIDA SEM LUZ‏


O caminho dos perversos é como a escuridão; nem 
sabem eles em que tropeçam. Prov. 4:19.



Perverso é aquele que busca seu próprio caminho e insiste em andar nele. Sua vida é tenebrosa e escura. Não há luz. As coisas com ele nunca são claras, vive sempre mergulhado na ambigüidade e na penumbra. Pode até brilhar, mas é um brilho artificial. O combustível que o alimenta é a vaidade, o orgulho e o egoísmo.
O problema do perverso não é somente o que faz, mas essencialmente o que é. Existem sombras no seu interior. Não é capaz de compreender a si mesmo. Vive confuso, nervoso e acaba machucando e tornando infelizes as pessoas que o rodeiam.
O verso de hoje diz que os perversos “nem sabem em que tropeçam”. Não conseguem identificar a causa de seus problemas e, em conseqüência, não encontram solução.
O perverso segue um caminho. Acha que o caminho que escolheu é o melhor. Confia nos seus sentimentos, nos seus conceitos e preconceitos. Endeusa a razão. Na sua vida não há lugar para a fé. Olha aos que exercem a fé como pessoas ingênuas, crédulas demais para viver num mundo de ciência e tecnologia. Mas não é feliz. A escuridão não é símbolo de paz nem de felicidade. As sombras são assustadoras, e uma vida rodeada delas é necessariamente uma vida de medo. Para quem não conhece a Jesus, só existem duas maneiras de enfrentar o medo: Fugir ou agredir. Por trás de uma pessoa agressiva, freqüentemente se esconde uma pessoa medrosa.
Este é um dia de decisão. Todos os dias o são. Viver na luz ou nas sombras. Eis a questão. Viver na luz é ser. Escolher as sombras leva ao não ser. Se você não é, não vive. Sobrevive. Apenas isso, mas a vida que Jesus oferece é muito mais do que isso.
Abra o seu coração a Jesus. Deixe entrar a luz. Ilumine o mundo ao seu redor. Aconteça. Não se satisfaça com ler a história. Escreva-a. Com Jesus é possível.
Enfrente este novo dia com altruísmo porque sua vida está escondida nas mãos de alguém que não conhece derrota. Não siga suas próprias regras. Não escolha seus próprios valores. Seja sensível aos ensinamentos divinos, porque: “O caminho dos perversos é como a escuridão; nem sabem eles em que tropeçam.”