Porque pela
graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Efésios
2:8
Deus deseja que alcancemos a
norma de perfeição que o dom de Cristo nos tornou possível. Ele nos convida a
fazer nossa escolha do direito, para nos ligarmos com os instrumentos celestes,
adotarmos princípios que hão de restaurar em nós a imagem divina. Na palavra
escrita e no grande livro da natureza, Ele revelou os princípios da vida. É
nossa obra obter conhecimento desses princípios e, pela obediência, cooperar
com Ele na restauração da saúde do corpo, bem como da alma.
Os homens precisam saber que
só podem fruir as bênçãos da obediência, em sua plenitude, à medida que
receberem a graça de Cristo. É Sua graça que dá ao homem poder para obedecer às
leis de Deus. É isso que o habilita a quebrar as cadeias do mau hábito. Esse é
o único poder que pode colocá-lo e conservá-lo firme no caminho do direito.
Quando o evangelho é recebido
em sua pureza e poder é uma cura para as doenças originadas pelo pecado. O Sol
da Justiça Se ergue “trazendo salvação nas Suas asas” (Ml 4:2). Todos os
recursos do mundo não podem curar um coração quebrantado, nem comunicar paz de
espírito, nem remover o cuidado, nem banir a enfermidade. A fama, o intelecto,
o talento – são todos impotentes para alegrar um coração dolorido ou restaurar
uma vida arruinada. A vida de Deus na alma, eis a única esperança do homem.
O amor difundido por Cristo
por todo o ser é um poder vitalizante. Esse amor toca todo órgão vital –
cérebro, coração, nervos – transmitindo cura. [...] Implanta na alma uma
alegria que coisa alguma terrestre pode destruir – a alegria no Espírito Santo
– alegria que comunica saúde e vida. [...]
Embora
o pecado tenha intensificado seu domínio sobre a raça humana, durante séculos,
ainda que por meio de mentiras e artifícios Satanás tenha lançado a sombra de
sua interpretação sobre a Palavra de Deus, e feito os homens duvidarem de Sua
bondade, a misericórdia e amor do Pai não têm cessado de fluir em abundantes
torrentes para a Terra. Se os seres humanos abrissem as janelas da alma em
direção ao Céu, apreciando as divinas dádivas, por elas penetraria uma onda de
restauradora virtude (CBV, p. 114-116).
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