Você já reparou que a história
mundial é dividida por um evento? Esse evento não foi o surgimento nem o
desaparecimento de um grande império, como se poderia esperar. Nem foi a
descoberta de um novo continente. Em vez disso, a história do mundo foi
dividida pelo nascimento de um Mestre itinerante, que vivia em uma parte
relativamente obscura do vasto Império Romano. Considerando o número incontável
de judeus que nasceram naquele tempo, é ainda mais revelador que esse único nascimento,
entre tantos, tenha sido o marco que dividiu a história do mundo em seus dois
maiores períodos.
Esse evento, é claro, foi o
nascimento de Jesus.
No contexto de Deus e a
história, podemos apreciar mais o significado da salvação. Devido ao óbvio
fracasso de todos os seres humanos e, consequentemente, da história humana, a
cruz de Cristo revela o fundamento e também o significado mais profundo da
história do mundo. A cruz nos diz que, ao nos perdoar e nos tornar Seus filhos,
Deus abriu diante de nós uma nova esperança para o futuro, em que não mais
precisaremos carregar a grande culpa pelo nosso caráter e pelos nossos pecados.
Essa culpa foi tirada por Aquele que “tomou sobre Si as nossas enfermidades e
as nossas dores levou sobre Si” (Isaias: 53:4).
Toda a doutrina da salvação
pode ser expressa nesta frase: Deus cancela nossa história irremediavelmente
fracassada e, em seu lugar, coloca Sua história. Por meio dEle, a história da
escravidão do pecado é encerrada em nossa vida. Por meio dEle, as manchas do
passado não devem se levantar para nos acusar, atormentar e zombar de nós.
Nossa história pessoal, que condenaria cada um de nós, é substituída pela
perfeita história de Jesus. Assim, nEle encontramos não apenas libertação do
nosso passado, mas a promessa de um futuro maravilhoso. Na cruz, o Senhor
garantiu que, não importando o que acontecesse em nossa história nem na
história mundial, um novo e glorioso futuro está diante de nós e do mundo.
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