Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de
Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as
Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim. Atos 17:11
“Examinais as Escrituras”, declarou Cristo, “porque vós cuidais ter
nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam” (Jo 5:39). Os que cavam
abaixo da superfície descobrem às escondidas pedras preciosas da verdade. O
Espírito Santo acha-Se presente com o sincero indagador. Sua iluminação
resplandece sobre a Palavra, gravando a verdade na mente com nova importância.
O pesquisador enche-se de um senso de paz e alegria nunca antes experimentadas.
A preciosidade da verdade é compreendida como nunca antes. Uma nova luz celeste
brilhe sobre a Palavra, iluminando-a como se cada letra se tingisse de ouro. O
próprio Deus falou à mente e ao coração, tornando a Palavra espírito e vida.
Todo sincero pesquisador da Palavra ergue o coração a Deus, implorando o
auxílio do Espírito. E descobre em breve aquilo que o leva acima de todas as
fictícias declarações do pretenso mestre, cujas teorias fracas e vacilantes não
são apoiadas pela Palavra do Deus vivo. Essas teorias foram inventadas por
homens que não aprenderam a primeira grande lição de que o Espírito e a vida de
Deus Se encontram em Sua Palavra. Caso houvessem recebido no coração o elemento
eterno contido na Palavra de Deus, veriam quão débeis e inexpressivos são todos
os esforços para arranjar algo novo que cause sensação. Eles necessitam
aprender mesmo os elementares princípios da Palavra de Deus; teriam então a
palavra de vida para o povo, que distinguirá em breve a palha do trigo, pois
Jesus deixou Sua promessa com os discípulos. [...]
“Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo”
(Jo 14:27). Essas palavras não são inteiramente compreendidas por indivíduos,
famílias, ou membros da igreja, para quem ou por quem, como Sua família, Deus
representaria a verdade pura, não adulterada, que quando recebida e devidamente
digerida, traz vida eterna (MR21, p. 131, 132).

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